Jerusalém na perspectiva neotestamentária de Mateus
DOI:
https://doi.org/10.46525/ret.v35i2.1613Resumo
Jerusalém é a cidade da morada de Deus. É o arquétipo de toda cidade, cuja vocação universal à santidade se exterioriza. Isso já é evidente, de forma clara e objetiva pela sua própria história. Cidade que o rei Davi, segundo o coração de Deus, conquistou sem derramar sangue. É a cidade paradigmática em que o próprio Deus quis ser o seu Rei celeste. Contudo, aos poucos os seus interesses de poder vão se obscurecendo ante a grande luz do Salvador. Diante disso, indaga-se: face a uma cultura de morte, como lhe despertar para captar a Luz da Estrela (Mt 2,1-12)? Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica. Cujo objetivo é reforçar que a Jerusalém celeste deve ser o sonho a ser buscado, preservado. Sabe-se que Jerusalém, quando não mais manifestou a sua verdadeira vocação, passou a ser vista como local de morte e oposição ao plano de Deus. Na conjuntura urbana hodierna, percebe-se que há também uma realidade de morte e violências desveladas que precisam ser banidas. A cidade que recebe os profetas enviados, cujas vozes foram silenciadas e as vidas ceifadas que precisa voltar a ser a morada de Deus nos seus filhos todos. Para tanto, os resultados esperados circunscrevem-se à fuga de toda forma de farisaísmo, casuística e legalismos que são sempre desprovidos de misericórdia. Na cidade celeste deverá favorecer a vida digna que brota da prática e regra de justiça inerente ao ser do discipulado. Sabe-se que sem justiça não há paz. Onde imperam os projetos de anti-vida, não há espaço para a verdade do Evangelho. Verdade que reivindicará sempre a sua efetivação.
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