Imagens cristológicas na poesia de Murilo Mendes
DOI:
https://doi.org/10.46525/ret.v40i3.1931Resumo
Esse artigo, escrito dentro da interface entre teologia e literatura, se debruça na obra do poeta mineiro Murilo Mendes (1901-1975). Ao romper muros dos acordos teológicos e dos cânones literários, muitas vezes excludentes em relação aos textos que não estão em seus espaços e entendimentos, procuro nos labirintos da linguagem as imagens cristológicas ensaiadas por esse poeta em livros como Poesia liberdade, Tempo espanhol, O visionário, As metamorfoses e Mundo enigma. Para esta empreitada, organizei o artigo em quatro momentos: (i) as compreensões que possuo ao dizer teopoética; (ii) a aproximação com a biografia de Murilo Mendes e alguns desdobramentos de sua poética; (iii) os diálogos a partir das imagens de Cristo construídas por Murilo Mendes ao longo da sua obra; e (iv), como uma conclusão, apresento as interpelações e negociações entre a poesia muriliana e as reflexões cristológicas construídas no âmbito dos discursos teológicos.

