UMA IMPLÍCITA MARIOLOGIA NA EVANGELII NUNTIANDI
Maria “estrela da evangelização”
DOI:
https://doi.org/10.46525/ret.v40i2.1961Palavras-chave:
Evangelii Nuntiandi; evangelização; mariologia.Resumo
Este artigo analisa a presença de uma mariologia implícita na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi (1975), de Paulo VI, com ênfase na figura de Maria como “Estrela da Evangelização” (EN 82).[1] Embora o documento não desenvolva uma mariologia de forma sistemática, é possível identificar elementos teológicos e pastorais que permitem compreender Maria como referência na missão evangelizadora da Igreja, especialmente nas reflexões sobre a fé, a escuta da Palavra e o testemunho cristão. Na conclusão da Exortação, no parágrafo 82, o Papa apresenta Maria como aquela que, no Pentecostes, presidiu em oração o nascimento da evangelização sob a ação do Espírito Santo, configurando-se como referência espiritual para uma evangelização continuamente renovada. A pesquisa, de caráter bibliográfico, busca evidenciar Maria como modelo de fé, cuja adesão à vontade de Deus, acolhida da Palavra e participação na obra salvífica configuram paradigmas para a missão evangelizadora, e estrutura-se em três eixos temáticos: análise da Evangelii Nuntiandi e suas implicações mariológicas, reflexão sobre Maria como protótipo daquele que crê, e sua relação com a proposta da Nova Evangelização. Conclui-se que, mesmo de forma implícita, Maria ocupa um lugar paradigmático na proposta evangelizadora de Paulo VI, sendo apresentada como discípula fiel e missionária, cuja figura inspira e orienta a ação evangelizadora e pastoral da Igreja na atualidade.
[1] As chamadas indicam a sigla da Exortação Apostólica (Evangelii Nuntiandi) e o parágrafo correspondente (Paulo VI, 1975).

