EVANGELII NUNTIANDI E EVANGELII GAUDIUM EM QUESTÃO
uma reflexão teológica sobre os desafios à evangelização
DOI:
https://doi.org/10.46525/ret.v40i2.1966Palavras-chave:
Evangelii Nuntiandi; Evangelii Gaudium; Teologia; evangelização.Resumo
O presente artigo pretende situar resgatar a importância da encíclica Evangelii Nuntiandi (EN) do Papa Paulo VI em analogia com a Evangelii Gaudium (EG) do Papa Francisco, associando aos novos desafios da evangelização. Sabe-se que a evangelização é a grande missão da Igreja e exige um empenho amplo de todos os cristãos. Contudo, ela não pode ser improvisada. Exige conhecimento do que se anuncia e dos desafios postos à fé. Em cada época estes desafios não impedem o cumprimento exigente desta tarefa. Antes, ela só pode ser realizada em profundo diálogo com a cultura. Na encíclica de Paulo VI, EN, esta questão é central e necessária. À luz do grande evento eclesial, o Concílio Vaticano II, o referido pontífice repropõe retomar a evangelização no mundo contemporâneo, contudo não a partir de recursos ou linguagens do passado, mas a partir das várias possibilidades da época. Este mesmo movimento de renovação eclesial pode ser contemplado no vigoroso e criativo pontificado de Francisco. No início do seu pontificado, com a EG, Francisco conclama os cristãos à evangelização mediante uma corajosa escuta aos novos desafios contemporâneos. Neste artigo, analisa-se de forma análoga estes dois importantes textos do magistério católico, salientando os pontos em comum e os que estão em continuidade. Para isso, a reflexão desdobra-se em três momentos. No primeiro, são apresentados os desafios atuais à evangelização, focando ao menos em três; são eles: a massificação, o identitarismo e a diluição da fé. Posteriormente, apresentar-se-á a Evangelii Nuntiandi de Paulo VI com suas características próprias e o seu atual alcance. Por fim, busca-se interpretar teologicamente tanto a Evangelii Nuntiandi como a Evangelii Gaudium diante dos novos desafios.

