1700 ANOS DO CONCÍLIO DE NICEIA
legado histórico e relevância teológica
DOI:
https://doi.org/10.46525/ret.v40i2.1967Palavras-chave:
Igreja; martírio; poder; Jesus Cristo; Concílio de Niceia.Resumo
Pela comemoração dos 1700 anos do Concílio Ecumênico de Niceia, a fé cristã traz à memória os acontecimentos que deram um norte à Igreja enquanto carisma e instituição religiosa. Este artigo aborda alguns destes acontecimentos considerando o contexto sociopolítico e religioso do final do século III e início do IV século como: o período da grande perseguição por parte dos imperadores Diocleciano e Maximiniano, registrado pelo historiador Eusébio de Cesareia; as crises internas, provocadas pelos donatistas que não aceitavam o retorno de bispos que renunciaram a fé e o Livro sagrado em favor dos deuses romanos e, por fim, uma abordagem do primeiro Concilio Ecumênico na cidade de Niceia, convocado pelo Imperador Constantino I, cujo objetivo era pôr fim às controvérsias teológicas que giravam em torno da natureza divina de Jesus Cristo. Os bispos conciliares, com a chancela do Imperador e diante de um problema antigo, iniciado pelos adocionistas e elaborado por Ário contestando a filiação e a natureza divina de Jesus, tomaram uma decisão fundamental para o futuro da Igreja no que tange ao dogma capital da Igreja: Em Jesus Cristo, o Filho consubstancial, da mesma natureza de Deus Pai, a Igreja resgata sua unidade e sua confissão de fé.

