Fraternidade como horizonte e caminho para a superação da violência no Magistério do Papa Francisco

Autores

  • Rodrigo da Silva Diocese de Tubarão

DOI:

https://doi.org/10.46525/ret.v41i1.2015

Resumo

O artigo analisa a fraternidade como horizonte e caminho para a superação da violência no magistério do Papa Francisco. A partir das encíclicas Laudato Si’ e Fratelli Tutti e da exortação apostólica Evangelii Gaudium, demonstra-se que a fraternidade não se limita a um ideal ético ou social, mas constitui um processo espiritual, teológico e existencial que envolve toda a criação, interpela as religiões e compromete a missão da Igreja. A fraternidade criatural, fundamentada na ecologia integral, denuncia a devastação da Casa Comum e convoca a uma conversão do olhar e do estilo de vida. A fraternidade entre as religiões apresenta o diálogo, a escuta e a misericórdia como caminhos para a superação do fundamentalismo e da intolerância. À Igreja cabe testemunhar essa fraternidade como sinal e instrumento do Reino de Deus, por meio da sinodalidade, da missionariedade e da opção evangélica pelos pobres. Conclui-se que, para Francisco, a fraternidade constituiu um novo paradigma de convivência, capaz de transformar as relações humanas e sociais e de antecipar, na história, o Reino anunciado por Jesus Cristo.

Palavras-chave: Papa Francisco; fraternidade; ecologia integral; cultura do encontro; sinodalidade.

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Publicado

18-07-2026

Como Citar

da Silva, R. (2026). Fraternidade como horizonte e caminho para a superação da violência no Magistério do Papa Francisco. Revista Encontros Teológicos, 41(1). https://doi.org/10.46525/ret.v41i1.2015