A escolha e a nomeação dos bispos
obstáculos intransponíveis à sinodalidade?
DOI:
https://doi.org/10.46525/ret.v41i1.2040Resumo
O artigo objetiva analisar criticamente o atual modelo de escolha e nomeação dos bispos, atividade chefiada de modo sigiloso pelas Nunciaturas Apostólicas. O argumento é que é necessária uma maior participação das comunidades nesse processo, visto que a configuração de hoje tende a não criar o pastor com cheiro de ovelhas, mas tão somente um burocrata, que foi designado pelo Papa para administrar uma porção da Igreja. Não vinculando concretamente o bispo à sua igreja local, prejudica-se diretamente o que se quer viver hoje: a sinodalidade. Em perspectiva histórico-pastoral, o texto recupera alguns textos bíblicos e percorre autores da patrística para mostrar que outros modelos são possíveis, com maior participação e engajamento de todas e todos, desde que haja ousadia e coragem evangélica sobretudo por parte da alta hierarquia eclesiástica.

