Releituras teológicas contemporâneas do pecado original
DOI:
https://doi.org/10.46525/ret.v41i1.2042Resumo
Este artigo tem o objetivo de apresentar propostas de releituras teológicas contemporâneas sobre o pecado original. Trata-se de uma doutrina que conquistou um caráter sistemático com Agostinho e que influenciou a teologia ocidental e o magistério da Igreja Católica. O percurso metodológico é histórico-evolutivo. Primeiramente, parte-se da fundamentação bíblica, mostrando que o texto no qual se apoia a doutrina é Rm 5,12. Em seguida, o pecado original é apresentado de modo evolutivo no curso da tradição cristã, passando por Agostinho, teologia medieval, concílio de Trento e a relação entre monogenismo e pecado original, segundo a encíclica Humani generis do Papa Pio XII. Diante de uma postura historicista do relato das origens, de uma visão fisicista da transmissão, de uma rejeição da conexão pecado-morte e de uma percepção cosmológica primitiva da visão clássica do pecado original, surgem algumas propostas de releituras teológicas na segunda metade do século XX em chave evolutiva, social, feminista, pessoal e mundana. As releituras mostram uma insatisfação com a visão clássica e propõem reinterpretações com o objetivo de conservar a doutrina, porém purificando-a de seu caráter mitológico.

