Possibilidades e limitações das aprendizagens na prisão
DOI:
https://doi.org/10.46525/ret.v24i1.323Resumo
Resumo: O texto apresenta uma breve caracterização dos processos de aprendizagem
na prisão e instiga a refletir sobre os fenômenos relacionados ao problema das
organizações prisionais, principalmente aqueles voltados ao aprender. A temática
do aprisionamento é explorada na primeira parte, destacando que as peculiaridades
que cercam a pessoa reclusa lhe deixam marcas significativas, mesmo que não
haja, previamente, um perfil psicológico específico que caracterize os integrantes
da população carcerária. As prisões, organizações complexas e controvertidas,
destacam-se pelas considerações ideológicas e passionais que suscitam. Ainda
assim, estão presentes na maioria das cidades e regiões. No interior desses estabelecimentos,
seus ocupantes ininterruptamente aprendem, seja pelas necessidades
do dia-a-dia, seja para planejar o futuro, em contínuos processos de (re)construção
de identidades. A partir disso, são realizadas reflexões sobre algumas alternativas
e possibilidades, como forma de incitar propostas de intervenção.
Palavras-chave: aprendizagem; comportamentos inusitados; prisões; presidiários.
Abstract: The text makes a brief characterization of the processes of learning
in prison and encourage to reflect on the phenomena related to the problem of
prison organizations, especially those aimed at learning. The imprisonment theme
is explored in the first part, pointing out that the peculiarities, wich surround the
reclusa person, leave significant marks, even if there is not, in advance, a specific
psychological profile that features the prisoners. The prisons, controversial and
complex organizations, are emphasized by the aspects of ideology and passion
they provide. Still, they are present in most cities and regions. Within those
institutions, their occupants continuously learn, whether by the needs of day to
day, or else to plan the future, under a continuing process of (re)construction of
identities. From this point of view, discussions and some alternatives are maintained
as a way to raise proposals for intervention.
Key-words: learning; unprecedented behaviors; prisons; prisoners.

