https://facasc.emnuvens.com.br/ret/issue/feed Revista Encontros Teológicos 2025-12-22T20:31:07-03:00 Kelvin Borges Konz revista@facasc.edu.br Open Journal Systems <div class="additional_content"> <p data-start="357" data-end="722">A <strong data-start="359" data-end="393">Revista Encontros Teológicos</strong> é um periódico semestral da <strong data-start="426" data-end="475">Faculdade Católica de Santa Catarina (FACASC)</strong>, instituição de ensino superior mantida pela <strong data-start="521" data-end="568">Fundação Dom Jaime de Barros Câmara (FDJBC)</strong>, entidade de direito privado.</p> <p data-start="357" data-end="722">Fundada em 1986 pelo <strong data-start="620" data-end="669">Instituto Teológico de Santa Catarina (ITESC)</strong>, a revista passou a ser editada pela FACASC em 2012. Destina-se a pesquisadores, professores universitários e estudantes das áreas de Teologia, Ciências da Religião e Ciências Humanas e Sociais, bem como a agentes de pastoral, constituindo-se como espaço de promoção da pesquisa e da produção de conhecimento. Na mais recente Avaliação Quadrienal da CAPES (2021–2024), a Encontros Teológicos obteve Qualis A2.</p> </div> https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2020 Resumo dos Trabalhos de Conclusão de Curso de 2025 2025-12-22T20:26:48-03:00 Kelvin Borges Konz kelvin@facasc.edu.br 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1922 A protologia de Ireneu de Lião como contraponto à protologia gnóstica 2025-10-09T11:18:26-03:00 Maycon Renan da Silva Santos Boni mayconrenan2@hotmail.com <p>Ireneu de Lião, bispo e doutor da Igreja, é considerado por muitos estudiosos como o primeiro teólogo bíblico e pai da teologia sistemática, pois foi o primeiro a sistematizar a teologia com base na Escritura e na Tradição que recebeu dos apóstolos, como ele mesmo infere. Ireneu construiu seu pensamento e obra, não por mera especulação, mas por ser pastor preocupado com a fé dos seus fiéis. No seu contexto, procurou conhecer a fundo o pensamento sobretudo dos gnósticos a fim de rebatê-lo com o ensinamento que ele recebeu. Desse modo, o presente artigo procura demonstrar o modo como os gnósticos, de um modo geral, compreendiam a criação do mundo, a origem da matéria e do ser humano. Ao mesmo tempo, se apresenta o modo como Ireneu rebate os gnósticos em relação à criação do mundo e do ser humano por Deus, por meio de suas “Duas Mãos”: o Verbo e o Espírito.</p> 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1925 Parentalidade responsável 2025-11-14T13:28:59-03:00 Fabiane Olivia Ardenghi lumi.ardenghi@gmail.com Valdecir Badzisnki valdecir132@hotmail.com Mário Antonio Sanches m.sanches@pucpr.br <p>A parentalidade precisa ser abordada de modo interdisciplinar para uma compreensão adequada, visto que a procriação humana é também biológica e nem sempre assumida conscientemente. O objetivo deste artigo é indicar que o exercício de uma parentalidade responsável reflete e se inspira no reconhecimento e zelo pela dignidade de filhos e filhas. Trata-se de uma revisão de literatura com ênfase na prática eclesial. A pesquisa aponta que a ênfase dada nas relações parentais para o bem-estar da prole, exige uma reflexão sobre a dignidade dos filhos, caso contrário pode-se apoiar posturas filosóficas que reduzem a dignidade humana à existência de relações. Estudos em psicologia demonstram necessidade de referenciais de parentalidade estáveis para o desenvolvimento infantil, de onde decorre o compromisso moral dos pais e mães assumirem responsavelmente os cuidados parentais. Por outro lado, a ausência de referenciais parentais pode causar danos irreparáveis na vida de filhos e filhas.</p> 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1931 Imagens cristológicas na poesia de Murilo Mendes 2025-05-23T14:22:35-03:00 Daniel Souza dan.vca@gmail.com <p style="font-weight: 400;">Esse artigo, escrito dentro da interface entre teologia e literatura, se debruça na obra do poeta mineiro Murilo Mendes (1901-1975). Ao romper muros dos acordos teológicos e dos cânones literários, muitas vezes excludentes em relação aos textos que não estão em seus espaços e entendimentos, procuro nos labirintos da linguagem as imagens cristológicas ensaiadas por esse poeta em livros como <em>Poesia liberdade</em>, <em>Tempo espanhol</em>, <em>O visionário</em>, <em>As metamorfoses</em> e <em>Mundo enigma</em>. Para esta empreitada, organizei o artigo em quatro momentos: (i) as compreensões que possuo ao dizer teopoética; (ii) a aproximação com a biografia de Murilo Mendes e alguns desdobramentos de sua poética; (iii) os diálogos a partir das imagens de Cristo construídas por Murilo Mendes ao longo da sua obra; e (iv), como uma conclusão, apresento as interpelações e negociações entre a poesia muriliana e as reflexões cristológicas construídas no âmbito dos discursos teológicos.</p> 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1942 O amor como distintivo da relação entre os salesianos e os jovens 2025-11-04T15:47:27-03:00 Luís Felipe Gomes Barros luisfelipe101212@gmail.com Pedro Pereira Borges pobojari@uol.com.br Cesar Augusto Veras veras.cesaraugusto@gmail.com Alex Silva Messias alex.messias2020@gmail.com <p><span lang="PT-BR">A temática deste artigo é o amor na relação entre salesianos e jovens na perspectiva teológica. A reflexão não é sobre uma forma de amor qualquer, mas àquela que se apresenta como específica nas relações entre salesianos e jovens na casa salesiana. Diante disso, o objetivo deste artigo é refletir, na perspectiva teológica, sobre o amor no carisma salesiano, considerando-o como distintivo da relação entre salesianos e jovens. Quanto à metodologia, esta pesquisa baseou-se na revisão bibliográfica sistemática da literatura sobre a dimensão do amor no evangelho joanino e seus reflexos no carisma salesiano. Também se analisou os documentos oficiais da Congregação Salesiana em busca de referências à dimensão do amor como característica da relação entre os salesianos e as juventudes. Em relação aos resultados, foi possível perceber que os elementos distintivos da tradição joanina estão presentes na relação entre salesianos e jovens. Esses elementos são:&nbsp; quando se trata da figura do Bom Pastor, o distintivo na vida salesiana é a familiaridade; no caso da videira, é a união com Deus; já em relação ao maior amor, é a fraternidade e a entrega, entendidas como ágape; no que diz respeito a Maria e João aos pés da cruz, é a presença de Maria, a presença materna e do feminino na vida salesiana; por fim, em relação à declaração de amor de Pedro por Jesus, é o cuidado.</span></p> 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1956 Oração como caminho de união com Deus 2025-10-07T08:09:34-03:00 Tiago de Fraga Gomes tiago_mail@yahoo.com.br Jackson William Fischoder dos Santos jackson.santos@edu.pucrs.br <p>A presente pesquisa, ao apresentar a via do hesicasmo como método de oração como caminho de união com Deus, pretende se deter em uma tradição cristã que foi um meio pelo qual muitos irmãos e irmãs acolherar na carne de suas vidas a ação do Espírito Santo. No princípio do “ser cristão” não há simplesmente uma teoria ou filosofia de vida, mas experiência pessoal com Cristo que se traduz na prática. Ser cristão é buscar seguir o Cristo vivo, ou seja, viver como Jesus que, na unção do Espírito, realizou sua missão voltado ao Pai. A dimensão trinitária do mistério da salvação, como se pretende desenvolver nesta pesquisa, está na base da espiritualidade cristã e, mais especificamente, no método de oração hesicasta.</p> 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1972 Religiosidade na pós-modernidade 2025-09-09T16:42:10-03:00 Hugo Brandão hugo.brandao@ifal.edu.br Flávio Veiga flavio.veiga@ifal.edu.br Luna Brandão lecb1@aluno.ifal.edu.br Gyovanna Zumba mgaz1@aluno.ifal.edu.br <p>O presente estudo investiga a religiosidade na pós-modernidade a partir de uma análise que articula contribuições das abordagens psicanalíticas e filosóficas utilizando autores como Freud, Lacan, Taylor e Bauman. Objetivamos compreender de que maneira as transformações das estruturas sociais e culturais, características da pós-modernidade, impactaram na religiosidade pós-moderna, levando-se em consideração abordagens subjetivas e coletivas. Especificamente a partir da primeira dimensão, examinamos o papel do desejo e do sagrado na psicanálise. Pelo segundo viés analisamos concepções de secularização, pós-modernidade e religiosidade pós-moderna a partir da filosofia contemporânea. Nossa metodologia consiste na perspectiva teórica e na abordagem qualitativa, por meio da revisão bibliográfica e análise crítica dos conceitos provenientes dessas interlocuções. A leitura de Freud e Lacan tratou da relação entre desejo e ilusão religiosa e destes com a estrutura simbólica, enquanto Taylor e Bauman fornecem interpretações sobre as mudanças socioculturais que moldam a experiência religiosa atual. A abordagem comparativa e dialógica busca integrar essas perspectivas, ressaltando pontos de convergência. Os resultados indicam que Freud e Lacan enxergam o desejo como força central do laço religioso, enquanto Taylor e Bauman mostram como a secularização e a fluidez da modernidade transformam a religião em práticas mais individualizadas. Concluímos que a religião persiste, mas se reinventa diante das exigências do mundo pós-moderno.</p> 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1979 Concílio Vaticano II e José Comblin 2025-07-26T10:32:57-03:00 Anderson Frezzato afrezzato@gmail.com <p>O Concílio Vaticano II representa um dos mais significativos esforços do labor teológico da Igreja Católica no século XX. Convocado por João XXIII em 1962 e findado em 1965 no pontificado de Paulo VI propôs novos caminhos de reflexão e atuação ao redefinir alguns parâmetros da ação eclesial principalmente no que diz respeito ao diálogo com o mundo, à renovação litúrgica, ao ecumenismo e o papel dos leigos. Este artigo, assim, tem por objetivo resgatar a importância do Concílio inserido no contexto da comemoração dos sessenta anos de existência. No desenvolvimento se procurará levantar alguns elementos que podem muito colaborar para uma contínua recepção conciliar quando analisa instrumentais hermenêuticos utilizados para a interpretação dos debates e dos encontros nas aulas conciliares. Todos esses ambientes hermenêuticos revelam muito sobre o espírito conciliar, a mentalidade dos Padres e os anseios do orbe católico. A metodologia baseia-se em uma revisitação do pensamento de José Comblin, teólogo belga radicado no Brasil, buscando suas contribuições a respeito da temática analisada.</p> 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1982 Escutar, discernir e caminhar 2025-08-05T10:17:49-03:00 Anderson Batista Monteiro abm2207@hotmail.com <div> <p>A partir do discurso do Papa Francisco à Cúria Romana, em 21 de dezembro de 2023, este artigo propõe o método “escutar, discernir e caminhar” como um itinerário de fé e uma atualização do método pastoral “ver, julgar e agir”, amplamente difundido na América Latina. A nova proposta metodológica emerge do processo sinodal em curso na Igreja, que busca renovar suas estruturas e práticas a partir da escuta do Espírito Santo e da participação ativa de todo o Povo de Deus. Escutar é mais do que ouvir: trata-se de acolher com empatia as vozes do outro, da comunidade e do mundo, criando espaço para o diálogo e a conversão pastoral. Discernir exige interpretar, à luz da fé, os sinais dos tempos, buscando a vontade de Deus por meio de um processo espiritual, comunitário e missionário. Caminhar, por sua vez, representa a dimensão concreta da sinodalidade, marcada pela corresponsabilidade e pelo engajamento dos fiéis na vida da Igreja. O artigo apresenta que essa tríade expressa não somente um método, mas também revela uma nova forma de ser Igreja: mais próxima, participativa e missionária. Assim, o método “escutar, discernir e caminhar” contribui decisivamente para a construção de uma Igreja sinodal, em saída, que caminha com a humanidade e testemunha o Reino de Deus no tempo presente.</p> </div> 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1983 Aportes para a identidade missional da Igreja contemporânea a partir da teologia de Atos dos Apóstolos 2025-08-21T10:45:48-03:00 Joelson Erbert Martins pastorjoelsonmartins@gmail.com Vitor Hugo Schell vitor.schell@flt.edu.com <p><em>Este artigo busca identificar elementos teológicos e práticos presentes no livro de Atos dos apóstolos que fornecem aportes que contribuam para formação de uma identidade missional para a igreja cristã contemporânea. A pesquisa é de natureza qualitativa, com método bibliográfico, e fundamenta-se em análises teológicas e exegéticas dos textos do livro de Atos, dialogando com autores como David Bosch, Michael W. Goheen, Udo Schnelle, Jörg Frey entre outros. Por questões de delimitação, a ênfase teológica segue a tradição protestante por se tratar do contexto de pesquisa em que os autores do artigo desenvolve seus estudos. A pesquisa aponta para a centralidade do testemunho em ensino dos apóstolos, da atuação do Espírito Santo, da continuidade entre a missão de Deus que perpassa o contexto judaico e da igreja cristã, e da contextualização do evangelho de Jesus Cristo como elementos essenciais à compreensão da missão da igreja. A pesquisa aponta para a conclusão de que uma igreja que busca por referências para uma autêntica identidade missional e encontra no livro de Atos dos Apóstolos um paradigma normativo de identidade, vocação e prática, em meio às tensões culturais, sociais e religiosas do mundo contemporâneo.</em></p> 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1985 Pedro e Roma no Cristianismo Primitivo até o Século III 2025-10-06T19:30:01-03:00 Antonio Luiz Catelan Ferreira catelanferreira@uol.com.br Claudio Jacinto Silva catelanferreira@uol.com.br Thiago Mariz Esteves Souza catelanferreira@uol.com.br <p>Este artigo examina a relação entre o apóstolo Pedro e a Igreja de Roma nos três primeiros séculos. Analisa como a tradição do martírio de Pedro e a formulação da sucessão apostólica fundamentaram a autoridade da Igreja de Roma no cristianismo primitivo. A primeira parte aborda a construção da narrativa do martírio de Pedro em Roma, a partir de fontes apócrifas, patrísticas e registros históricos. São analisados textos de Clemente de Roma, Inácio de Antioquia, Irineu de Lyon, Tertuliano e Eusébio. O artigo demonstra como essa memória foi utilizada para reforçar a identidade e a legitimidade da comunidade cristã romana. A segunda parte discute o desenvolvimento da doutrina da sucessão apostólica e sua centralidade na consolidação da primazia do bispo de Roma. Aborda as contribuições de Irineu e a reflexão teológica de Joseph Ratzinger, especialmente sobre a sucessão como princípio eclesial e sacramental. A pesquisa evidencia que a sucessão apostólica, vinculada à memória do martírio de Pedro, foi decisiva para a configuração da autoridade episcopal romana. O estudo contribui para a compreensão histórica e teológica da primazia romana e de sua relevância no contexto do diálogo ecumênico contemporâneo.</p> 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1986 A Trilogia das Virtudes 2025-09-09T17:02:08-03:00 Rodolpho Raphael de Oliveira Santos rprofessorpb@gmail.com <p>Este artigo examina a representação simbólica das virtudes teologais – Fé, Esperança e Amor (Caridade) – no magistério dos Papas João Paulo II, Bento XVI e Francisco. A pesquisa parte da fundamentação bíblica, teológica e histórica dessas virtudes, articulando-as com sua simbologia tradicional. Por meio de análise hermenêutica e simbólica, com abordagem comparativa, investigam-se documentos magisteriais (encíclicas, exortações) e gestos pastorais emblemáticos (Jornadas Mundiais da Juventude, discurso de Ratisbona, renúncia papal, visitas às periferias e processo sinodal). Evidencia-se que João Paulo II destacou o Amor como força redentora e misericordiosa; Bento XVI apresentou a Fé como luz da razão e fundamento da verdade; e Francisco enfatizou a Esperança como motor da alegria evangélica e da renovação eclesial. Conclui-se que, apesar das diferentes ênfases, os três pontificados preservam a unidade intrínseca da trilogia virtuosa, reafirmando a vitalidade da tradição cristã e sua relevância para os desafios do mundo contemporâneo.</p> 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2019 Apresentação 2025-12-22T20:17:25-03:00 Kelvin Borges Konz kelvin@facasc.edu.br 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1992 A IGREJA NA CIDADE 2025-12-09T18:31:21-03:00 Antonio de Lisboa Lustosa Lopes allopes@pucsp.br Nícolas Aluchna Alves nicolasaluchna@icloud.com <p>Este artigo analisa a relação entre fraternidade, moradia e a missão evangelizadora da Igreja Católica no contexto contemporâneo, a partir da leitura pastoral de Jo 1,14. A reflexão percorre um caminho histórico-teológico, evidenciando a natureza missionária da Igreja desde suas origens apostólicas até os desafios urbanos da atualidade. A partir da comparação entre Babel, Shavuot e Pentecostes, mostra-se como o Espírito Santo congrega a humanidade em comunhão, superando divisões. O estudo enfatiza a necessidade de uma pastoral urbana capaz de enfrentar a secularização, a indiferença religiosa e as desigualdades sociais, sobretudo a crise habitacional. Inspirado pela <em>Evangelii Gaudium</em> e pela Campanha da Fraternidade, defende-se a formação de pequenas comunidades como alternativa ao clericalismo e à fragmentação. Conclui-se que a fraternidade comunitária, centrada em Cristo, transforma a oração em ação solidária, garantindo a moradia digna como expressão concreta de justiça social e testemunho do Reino de Deus.</p> 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1993 DEVER À MORADIA 2025-10-17T12:56:28-03:00 Artur Vinícius Zimmermann Fontes arturvzf@gmail.com Kelvin Borges Konz kelvinkonz@gmail.com <p>O presente artigo propõe uma reflexão sobre o tema da Campanha da Fraternidade de 2026, intitulada “Fraternidade e Moradia”, sob um enfoque teológico-jurídico. O ponto de partida é o reconhecimento de que o Brasil enfrenta um grave déficit habitacional, tanto em sua dimensão quantitativa, referente à insuficiência de unidades habitacionais, quanto qualitativa, ligada à inadequação de moradias existentes. A análise articula o direito fundamental à moradia, consagrado em tratados internacionais e na Constituição de 1988, com a noção de dever à moradia, compreendida como responsabilidade compartilhada entre Estado e cidadãos. Para tanto, o artigo examina documentos normativos internacionais, como o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, a Constituição Federal e decisões judiciais, relacionando-os à tradição cristã que reconhece a moradia como expressão da dignidade da pessoa humana. Além disso, discute dados recentes da Fundação João Pinheiro e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que revelam avanços no déficit quantitativo, mas retrocessos no aspecto qualitativo. O estudo conclui que a efetividade do direito à moradia exige não apenas políticas públicas consistentes, mas também uma ética comunitária baseada no trabalho, na corresponsabilidade e no compromisso com o bem comum.</p> 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1976 “FRATERNIDADE E MORADIA” EM CHAVE MARIOLÓGICA 2025-11-25T12:24:29-03:00 Anderson Moura Amorim christo.moura@hotmail.com <p>O presente artigo examina a temática “Fraternidade e Moradia”, proposta pela Campanha da Fraternidade de 2026, por meio de uma abordagem hermenêutica de matriz mariológica. Em um cenário de mobilidade humana sem precedentes, no qual fluxos migratórios intensificados por guerras, miséria e perseguições de ordem étnica, política e religiosa tensionam políticas públicas, reforçam desigualdades e suscitam reações xenófobas, diante das quais a moradia se configura como expressão concreta da crise humanitária atual. A globalização converte o deslocamento em fenômeno sistêmico, e a dicotomia “nacionais/estrangeiros” fragiliza a solidariedade, agravando o déficit habitacional. Nesse cenário, torna-se urgente, à luz da Doutrina Social da Igreja, uma resposta profética da missão e da práxis eclesial às situações-limite que entrelaçam pobreza, migração e habitação. Em chave mariológica, propõe‑se ler a crise habitacional a partir do mistério da maternidade divina de Maria. Como <em>Theotokos</em>, ela torna tangível a Encarnação do Verbo, revelando que o “habitar” de Deus na história confere dignidade absoluta a todo corpo humano e, por consequência, ao espaço doméstico que o acolhe. A casa, extensão do corpo e primeiro lugar de convivência fraterna, recebe, portanto, valor teológico: é sinal sacramental da comunhão que Maria inaugura ao oferecer sua própria morada ao Verbo. Nessa perspectiva, a privação de um lar digno representa não só vulnerabilidade social, mas também ruptura da lógica encarnacional que sustenta a fraternidade cristã. O estudo, de natureza bibliográfica, demonstra como a figura mariana inspira uma teologia da morada estruturada em três eixos: (1) breve análise do tema da CF 2026: “Da casa comum à casa de cada um”; (2) Refletir sobre a maternidade divina de Maria em relação à moradia; (3) proposição de uma espiritualidade mariana para o tema “Fraternidade e Moradia”. Conclui-se pela necessidade de uma práxis eclesial solidária que reconheça a casa como extensão do corpo, lugar teológico e sinal de fraternidade cristã diante dos desafios urbanos e migratórios contemporâneos.</p> 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1995 O DEUS QUE HABITA COM O SEU POVO 2025-11-25T12:26:10-03:00 Osmar Debatin peosmar@gmail.com <p>Este artigo analisa a fundamentação bíblica do lema da Campanha da Fraternidade 2026, <em>“Ele veio morar entre nós”</em> (Jo 1,14), destacando o mistério da Encarnação como eixo central da teologia da morada de Deus. O estudo percorre o itinerário da presença divina no Antigo Testamento - desde o Éden, a tenda do encontro e o templo de Jerusalém até as promessas proféticas -, mostrando como cada etapa prepara a plenitude da revelação em Jesus Cristo, o Verbo encarnado. No Novo Testamento, especialmente no Evangelho de João e nas cartas paulinas, a habitação divina se expressa na pessoa de Cristo, na Igreja e em cada crente como templo do Espírito, antecipando a comunhão escatológica anunciada em Ap 21,3. A reflexão bíblica ilumina ainda a dimensão pastoral e social da Campanha, ao afirmar a moradia humana como direito sagrado, condição de dignidade e expressão da presença de Deus na vida comunitária.</p> 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1990 O DIREITO À MORADIA 2025-11-25T12:33:18-03:00 Robson Ribeiro de Oliveira Castro robsonrcastro@yahoo.com.br <p>O presente artigo busca analisar, à luz da Campanha da Fraternidade 2026, o papel da educação na conscientização sobre o direito à moradia digna. A Campanha da Fraternidade 2026, promovida pela CNBB, tem como tema “Fraternidade e Moradia” e lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), chamando atenção para a urgência de repensar a habitação no Brasil. Com enfoque bibliográfico e fundamentação teórica na Doutrina Social da Igreja e na Educação Crítica, o estudo discute como a formação cidadã pode ser potencializada para estimular reflexão ética, solidariedade e engajamento social. A moradia digna constitui um direito humano fundamental e é um elemento central para a construção de uma sociedade justa e solidária. Contudo, buscaremos analisar o envolvimento do ser humano em cada comunidade e em cada instituição em um processo de reflexão e compromisso, mostrando que a fé cristã não se restringe aos momentos de culto, mas se manifesta concretamente na vida cotidiana, nas relações e na construção de uma sociedade mais justa. A pesquisa buscará evidenciar como a educação pode ser um instrumento estratégico para enfrentar desigualdades estruturais, promovendo justiça social e cidadania ativa, mostrando que a educação é um mecanismo fundamental para transformar desigualdades estruturais em oportunidades de participação e engajamento social. Assim, buscaremos apresentar que a educação é ferramenta essencial na conscientização sobre o direito à moradia digna. Assim ela corrobora para fomentar reflexão crítica sobre desigualdade e exclusão social, estimular valores éticos e solidários na formação cidadã e promover engajamento social e responsabilidade coletiva.</p> 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1989 Declínio da religião e futuro do evangelho 2025-10-14T12:07:35-03:00 André Magalhães Coelho magalhaescoelhoa@gmail.com 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2018 Manual de Catequética 2025-12-22T20:14:14-03:00 Paulo Stippe Schmitt Paulostippe@Gmail.Com 2025-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025