https://facasc.emnuvens.com.br/ret/issue/feed Revista Encontros Teológicos 2026-07-19T16:27:17-03:00 Kelvin Borges Konz revista@facasc.edu.br Open Journal Systems <div class="additional_content"> <p data-start="357" data-end="722">A <strong data-start="359" data-end="393">Revista Encontros Teológicos</strong> é um periódico semestral da <strong data-start="426" data-end="475">Faculdade Católica de Santa Catarina (FACASC)</strong>, instituição de ensino superior mantida pela <strong data-start="521" data-end="568">Fundação Dom Jaime de Barros Câmara (FDJBC)</strong>, entidade de direito privado.</p> <p data-start="357" data-end="722">Fundada em 1986 pelo <strong data-start="620" data-end="669">Instituto Teológico de Santa Catarina (ITESC)</strong>, a revista passou a ser editada pela FACASC em 2012. Destina-se a pesquisadores, professores universitários e estudantes das áreas de Teologia, Ciências da Religião e Ciências Humanas e Sociais, bem como a agentes de pastoral, constituindo-se como espaço de promoção da pesquisa e da produção de conhecimento. Na mais recente Avaliação Quadrienal da CAPES (2021–2024), a Encontros Teológicos obteve Qualis A2.</p> </div> https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1988 A dinâmica da Tradição cristã 2025-12-02T17:58:35-03:00 Anderson Costa Pereira pereira-anderson1@hotmail.com <p>Este artigo propõe um exame comparativo entre as perspectivas de John Henry Newman e Yves Congar sobre a dinâmica da Tradição cristã. Ambos os teólogos oferecem contribuições similares para a compreensão da Tradição como uma força viva que se desenvolve na vida da Igreja. Newman, um anglicano convertido ao catolicismo, enfatiza o desenvolvimento orgânico da doutrina ao longo do tempo, destacando a continuidade e a coerência dentro da Tradição. Igualmente, Congar, um influente teólogo do Concílio Vaticano II, destaca a importância da participação ativa da comunidade cristã na formação e transmissão da Tradição, promovendo uma visão mais dinâmica e participativa. Ao explorar as obras e os escritos desses dois teólogos, o artigo identifica áreas de convergência em suas abordagens. Examina-se como ambos reconhecem a vitalidade e a adaptabilidade da Tradição cristã diante das mudanças e desafios contemporâneos. Além disso, analisa-se como suas visões influenciaram o pensamento teológico e eclesiológico, especialmente durante o Concílio Vaticano II e em seu legado pós-conciliar.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2000 Advocata Nostra 2025-12-02T13:11:42-03:00 Rafael Martins Fernandes padrerafaelfernandes@gmail.com Wellington Cristiano da Silva welli_83@yahoo.com.br <p>Este artigo tem o intuito de apresentar os fundamentos bíblico-teológicos do título mariano “Advogada”. Por meio de uma pesquisa bibliográfica, à luz do Vaticano II, procura identificar o significado desse título para Maria e questionar se ele poderia confundir a sua missão com a missão do Espírito. A pesquisa reflete, primeiramente, sobre o título “Advogado” atribuído a Cristo e a seu Espírito. Em seguida, analisa a inclusão do feminino na mediação de Cristo e os fundamentos bíblicos, patrísticos e teológicos do atributo mariano “Advogada”. O Vaticano II, referindo-se à natureza da mediação de Maria, conservou-lhe o título “Advogada” (LG 62). Por meio de sua maternidade espiritual, a Virgem cuida daqueles que, entre perigos e angústias, peregrinam na terra (LG 62). Todavia, o Concílio esclareceu que este atributo mariano nada tira nem acrescenta à dignidade e eficácia da unicidade da mediação de Cristo (LG 62). Junto do Pai, Cristo se apresenta como o nosso Advogado (1Jo 2,1) e o Espírito Santo é designado como o “Outro Advogado” (Jo 14,16.26). Unida a Cristo e ao seu Espírito, Maria, “Advogada de Eva”, por participação e de maneira analógica, torna-se Defensora dos aflitos. No Magnificat, ergue a voz em defesa dos humilhados. Em Caná, coloca-se ao lado dos noivos, assim como permanecerá, na cruz, ao lado de Jesus.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2004 Criação, Shabbath e Identidade Divina 2025-12-16T19:51:15-03:00 Eduardo Rueda Neto eduardo.rueda.neto@gmail.com Diego R. Moraes Albuquerque diego_m_albuquerque@hotmail.com Vamberto Marinho de Arruda Junior prvambertojr@gmail.com <p>O artigo analisa intertextualmente João 5,16-18 à luz de Gênesis 2,1-3, investigando como o evangelista fundamenta a identidade de Jesus nas tradições criacionais e sabáticas do Antigo Testamento. A pesquisa procura identificar alusões veterotestamentárias, articulando aspectos históricos, linguísticos e teológicos para examinar a progressão da narrativa e a significação dos termos-chave nela empregados. A análise revela que os vocábulos ἔργα e ποιέω estabelecem paralelos com a linguagem da criação, sugerindo uma alusão deliberada à obra criadora de Deus e ao mandamento sabático. Conclui-se que a controvérsia sobre o Shabbath em João 5 transcende a simples questão haláquica, pois revela a autocompreensão de Jesus como participante da atividade criadora e redentora de Deus. Essa relação intrabíblica evidencia, de forma contundente, a unidade das Escrituras e a elevada cristologia do quarto evangelho.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2008 Kairós 2026-02-05T13:39:32-03:00 Jônatas Lacerda jonataslac1@gmail.com <p>O presente artigo analisa a centralidade de Jesus Cristo, da Cruz e do chamado cristão a partir das reflexões teológicas de Paul Tillich e Jürgen Moltmann, enfatizando o conceito de Kairós, a teologia da esperança e a compreensão do Deus crucificado desenvolvida por Moltmann. A pesquisa, de natureza bibliográfica e qualitativa, investiga como a cruz de Cristo ultrapassa a dimensão simbólica tradicional, tornando-se fundamento da esperança cristã diante do sofrimento humano, das crises históricas e da busca existencial por sentido. Em Tillich, Jesus Cristo representa o ápice da história e o momento oportuno da revelação divina, em que Deus se manifesta plenamente à humanidade. Em Moltmann, sobretudo na obra O Deus Crucificado, a cruz expressa a solidariedade radical de Deus com os marginalizados, abandonados e sofredores da história, revelando um Deus que participa da dor humana e transforma o sofrimento em esperança escatológica. A ressurreição de Cristo é compreendida como anúncio de renovação histórica, vitória sobre a morte e promessa de redenção para toda a humanidade. O estudo demonstra que a cruz deixa de ser apenas instrumento de condenação para tornar-se símbolo de vida, reconciliação e libertação. Conclui-se que a cruz e a ressurreição constituem os fundamentos da esperança cristã e do compromisso ético, espiritual e social com o Reino de Deus.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2009 Corpo e Pessoa 2026-02-24T17:23:32-03:00 Gustavo Escobozo da Costa gustavoescobozo@hotmail.com Matheus Manholer de Oliveira matheusmanholer@gmail.com <p>Este artigo investiga a Teologia do Corpo de João Paulo II como resposta filosófica ao dualismo corpo-alma presente na tradição ocidental. A partir de uma hermenêutica fenomenológica do Gênesis, o autor propõe uma metafísica encarnada, na qual o corpo é expressão e sacramento da pessoa. A pesquisa, de abordagem qualitativa e com base em análise bibliográfica e documental, partiu da análise das três experiências originárias: solidão, unidade e nudez, as quais revelam a corporeidade como linguagem da subjetividade e da vocação ao amor. Contra reducionismos espiritualistas ou materialistas, a proposta apresenta uma antropologia integral, que reconhece no corpo o lugar simbólico da alteridade, da liberdade e da comunhão interpessoal. Assim, a Teologia do Corpo oferece contribuições relevantes ao pensamento filosófico contemporâneo ao recuperar a unidade ontológica do ser humano e reintegrar a corporeidade à reflexão sobre identidade, ética e sentido.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2010 O luto da vocação interrompida 2026-02-20T11:02:04-03:00 Rodolpho Raphael de Oliveira Santos rprofessorpb@gmail.com <p>Situado na intersecção da psicologia da religião, sociologia e teologia prática, este estudo examina o desligamento da vida seminarística como um “trabalho de luto identitário”, fenômeno paradigmático da crise vocacional na modernidade tardia. Por meio de uma pesquisa mista (quanti-quali) que triangula dados estatísticos e narrativas fenomenológicas, investiga-se a desinstitucionalização da biografia do sujeito e sua busca por uma nova hermenêutica da existência. Os resultados sugerem que a superação da crise está condicionada à capacidade de inscrever a interrupção da formação sacerdotal em uma nova economia de sentido, transitando da perda de um projeto vocacional para a descoberta de uma identidade laical ressignificada. Conclui-se que a ausência de um acompanhamento eclesial nesta transição não é uma falha pastoral pontual, mas um sintoma que interpela as estruturas formativas, apontando para a urgência de uma “hermenêutica da vulnerabilidade” no cuidado pastoral aos egressos do seminário.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2001 Horizontes teológico-pastorais da exortação apostólica Dilexi te 2026-01-17T21:23:19-03:00 Eliseu Wisniewski eliseu.vicentino@gmail.com <p style="text-align: justify;">O presente estudo propõe uma análise teológico-pastoral da exortação Dilexi te, tomando como ponto de partida sua estrutura interna, organizada em cinco capítulos. O documento delineia um itinerário que se inicia no fundamento espiritual e bíblico do amor preferencial pelos pobres e se desdobra até sua expressão concreta na vida e na missão da Igreja. Tal percurso converge para um chamado permanente à conversão pastoral e social do conjunto da comunidade eclesial. A investigação parte da compreensão de que a própria disposição estrutural do texto constitui uma chave hermenêutica para interpretar seu desenvolvimento interno. Assim, a análise acompanha a progressão proposta pelo magistério, que articula, de forma gradual, o alicerce bíblico-espiritual, os princípios teológicos e as exigências pastorais emergentes do compromisso eclesial com os pobres. Metodologicamente, a pesquisa integra a leitura da organização textual com a interpretação teológica de seus eixos conceituais e com a avaliação pastoral das implicações práticas que deles decorrem. Busca-se, desse modo, articular de maneira consistente a dimensão estrutural, o núcleo teológico e as orientações pastorais presentes na exortação. O objetivo central consiste em evidenciar como a dinâmica interna do documento sustenta e fundamenta o apelo contínuo à conversão pastoral e social da Igreja, permitindo uma compreensão aprofundada dos elementos constitutivos do pensamento magisterial expressos em Dilexi te.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2011 O legado do Monsenhor Mathias Maria Stein em Guaramirim – Santa Catarina 2026-04-09T16:16:25-03:00 Fabio Almeida Santos diretorgeral@fundacaopadreluizfacchini.org Luana de Carvalho Silva Gusso luana.gusso@univille.br Patrícia de Oliveira Areas patricia.areas@univille.br <p>O artigo apresenta uma análise documental sobre a formação da Paróquia Senhor Bom Jesus e do Hospital Santo Antônio, em Guaramirim (SC), a partir da atuação de Monsenhor Mathias Maria Stein. O estudo tem como objetivo sistematizar as informações disponíveis em fontes institucionais e oficiais, examinando como a figura do sacerdote é representada nos registros religiosos, civis e administrativos. A pesquisa, de caráter qualitativo e documental, utiliza obras de Francisco Herbert Schork (2007; 2008), publicações da Arquidiocese de Joinville, dados do IBGE, páginas do hospital e do Instituto Santé, além de portais municipais. As fontes foram analisadas por meio de cotejo e descrição, com atenção às convergências e divergências nas datas e marcos históricos. Os resultados indicam que a memória sobre Stein é predominantemente institucional, estruturada em registros escritos e atos públicos. Paróquia e hospital aparecem como referências institucionais relevantes na organização social local, expressando a interação entre religiosidade e estrutura comunitária. Conclui-se que a trajetória do monsenhor foi associada a essas instituições por meio de registros documentais que contribuem para a manutenção de sua memória no contexto local.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2021 O ordinário transfigurado 2026-01-06T15:24:57-03:00 Tiago de Fraga Gomes tiago_mail@yahoo.com.br Daniel D’Agnoluzzo Zatti daniel.zatti@gmail.com <p>O presente artigo ao tratar sobre o tema do ordinário transfigurado, busca contribuir para uma teologia do milagre que forneça uma releitura teológica dos milagres à luz da permanência e do valor do ordinário, dialogando de modo original com a obra de Chesterton e com a tradição teológica clássica e contemporânea. O tema central consiste em compreender o milagre não como ruptura espetacular da ordem do mundo, mas como sinal revelador da presença fiel e contínua de Deus no cotidiano da criação e da história. O problema de pesquisa emerge do contexto cultural contemporâneo, marcado pelo imediatismo, pela busca do extraordinário e pela tendência a reduzir os milagres a resíduos de uma religiosidade pré-crítica ou a meros recursos narrativos. Diante disso, o artigo questiona: como pensar teologicamente os milagres de modo fiel à Revelação cristã e, ao mesmo tempo, significativo para a experiência de fé atual? A hipótese que orienta o estudo sustenta que os milagres, longe de negarem o ordinário, o revelam em sua profundidade sacramental, funcionando como sinais pedagógicos que reacendem o espanto diante de uma criação já sustentada pela graça. O objetivo principal é oferecer uma teologia do milagre capaz de integrar criação, redenção e consumação, articulando tradição patrística, teologia medieval, contribuições do Concílio Vaticano II e reflexões contemporâneas, especialmente a partir de Agostinho, Tomás de Aquino, Rahner, Latourelle e Chesterton. O movimento argumentativo inicia-se com a crítica à compreensão moderna do milagre como exceção arbitrária, avança pela recuperação da visão agostiniana da criação como milagre contínuo, dialoga com a teologia do sinal e da mistagogia em Rahner e Latourelle, e culmina na proposta de uma espiritualidade do enraizamento, iluminada pela sensibilidade chestertoniana. Como resultado, o artigo demonstra que a teologia do milagre oferece importantes implicações espirituais e pastorais, ao educar o olhar da fé para reconhecer a ação discreta de Deus na rotina, fortalecendo uma espiritualidade da permanência, da fidelidade cotidiana e da esperança histórica.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2027 A justiça social como sinal dos tempos 2026-01-29T11:57:24-03:00 Claudio Araujo Machado claudioamacha@gmail.com <p data-start="181" data-end="1054">A justiça social constitui um eixo estruturante da tradição bíblica, particularmente no âmbito do profetismo de Israel, no qual se manifesta como denúncia sistemática da concentração de poder, da exploração econômica e da marginalização dos pobres. Nesse horizonte, os profetas atuam como mediadores da palavra de Deus, articulando crítica histórica, exigência ética e anúncio de alternativas concretas de vida mais justa e solidária. Essa tradição profética fornece o pano de fundo teológico e semântico para a compreensão da categoria δικαιοσύνη, cujas ocorrências na Septuaginta expressam uma justiça relacional, vinculada à fidelidade à aliança, à defesa dos vulneráveis e à ordenação justa da vida social. Tal herança não se limita ao Antigo Testamento, mas alcança o Novo Testamento, encontrando continuidade na atuação de Jesus de Nazaré e na reflexão teológica da comunidade mateana. No Sermão do Monte, a δικαιοσύνη assume papel central ao retomar e radicalizar o conteúdo profético, ultrapassando o legalismo religioso e concretizando-se em práticas que confrontam estruturas excludentes, redefinem as relações sociais e orientam a busca do Reino de Deus. Inserida em um contexto marcado pela dominação romana e pela mediação religiosa do Templo, a mensagem de Jesus revela uma proposta de justiça integral, profundamente enraizada na tradição profética bíblica. À luz da reflexão de José Comblin, tais expressões podem ser compreendidas como “sinais dos tempos”, nos quais a luta histórica contra a injustiça se apresenta como dimensão constitutiva da fé bíblica. Assim, este artigo propõe uma leitura teológica e contextualizada da justiça social como categoria profética, como expressão da δικαιοσύνη bíblica e como chave interpretativa dos conflitos históricos e dos desafios contemporâneos.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2030 Hospitalidade e Acolhimento 2026-02-05T13:58:52-03:00 Anna Silvia Penteado Setti annapsrocha@gmail.com <p>Este artigo tem como finalidade aprofundar a percepção da hospitalidade como uma categoria teológica e uma prática ética, examinando de forma crítica suas origens bíblicas e filosóficas, além de suas repercussões na missão atual da Igreja. Objetiva-se evidenciar que a hospitalidade vai além do simples gesto de acolhimento, requerendo uma recepção genuína do outro e o reconhecimento pleno de sua dignidade. As fundamentações bíblicas da hospitalidade foram analisadas, enfatizando como o Antigo Testamento orienta práticas de acolhimento e proteção ao estrangeiro, e como o Novo Testamento, principalmente por meio do conceito de koinonia, expande essa ética para uma experiência comunitária centrada no amor e na inclusão. As contribuições filosóficas de Emmanuel Lévinas e Jacques Derrida foram examinadas, uma vez que ambos compreendem a hospitalidade como uma abertura radical à alteridade, transcendendo limites religiosos e sugerindo uma hospitalidade incondicional. A identificação da Comunicação Não Violenta como uma ferramenta essencial para promover uma hospitalidade autêntica é outra dedução significativa. Ao promover o diálogo, o respeito mútuo e a valorização das diferenças, essa estratégia ajuda a criar comunidades eclesiais genuinamente acolhedoras e inclusivas. Ao interligar tais dimensões, o artigo argumenta que a hospitalidade cristã não deve ser limitada a uma mera virtude social, mas reconhecida como uma identidade teológica e missional de importância significativa, capaz de ressignificar a função da Igreja na sociedade atual. Conclui-se que a hospitalidade, sob essa perspectiva ampliada e crítica, se estabelece como um compromisso fundamental e transformador, sustentando a missão evangelizadora e a formação de comunidades que manifestam o Evangelho por meio do acolhimento e da valorização da diversidade.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2037 Contemplação e cuidado 2026-05-15T17:50:12-03:00 Felipe Botura felipemateusbotura@gmail.com Ceci Maria Costa Baptista Mariani cecibm@puccampinas.edu.br <p>Esta pesquisa propõe uma leitura da obra <em>O Pequeno Príncipe</em> de Antoine de Saint-Exupéry, a partir de um diálogo frutífero com o Magistério do Papa Francisco, sobretudo, com as Encíclicas <em>Laudato Si’</em>, <em>Fratelli Tutt</em>i e a <em>Carta sobre o papel da literatura na educação</em>. A metodologia empregada fundamenta-se na abordagem teopoética que faz uma aproximação entre teologia e literatura, permitindo demonstrar como a linguagem poética e simbólica da narrativa de Saint-Exupéry expressa verdades profundas sobre a condição humana e a busca de sentido, indo ao encontro das preocupações do Papa Francisco. Diante disto, esta pesquisa tem como proposta de análise os encontros do Pequeno Príncipe com as personagens que surgem ao longo de sua jornada, revelando como o seu olhar contemplativo e sensível convergem com a espiritualidade encarnada e voltada para o cuidado proposta pelo Papa Francisco. De modo que, a cada encontro ou situação evoca-se e explora-se o ensinamento do Pontífice, visto que ele convida a redescobrir a capacidade de contemplar o essencial ao criticar a cultura do descarte, a globalização da indiferença e o paradigma tecnocrático que anestesiam a percepção das verdadeiras necessidades humanas e ecológicas. Estruturado em quatro seções principais o trabalho busca então, demonstrar como os elementos centrais da narrativa de Saint-Exupéry estabelecem pontes diretas com o pensamento do Papa Francisco por meio de dois termos centrais, contemplação e cuidado. Em suma, evidencia-se que a sabedoria interpelativa do Pequeno Príncipe, que valoriza o cuidado, a responsabilidade e a amizade verdadeira, converge diretamente com a proposta de ecologia integral e fraternidade universal de Francisco.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2038 “Sou um filho de Santo Agostinho” 2026-03-07T10:38:03-03:00 Carlos Eduardo Eduardo Sell carlos.sell@ufsc.br <p>O artigo analisa os contornos iniciais do pontificado de Leão XIV por meio de crítica de interpretações vigentes, da análise histórico-cronológica e do estudo documental de seus pronunciamentos. Periodizado em três fases (inaugural, transição jubilar e início efetivo em 2026), examinam-se como a teologia agostiniana fundamenta quatro dimensões chaves do magistério papal (cristologia, eclesiologia, moral e doutrina social). Partindo da centralidade de Cristo e da Igreja como sacramento da unidade, o pontificado articula defesa da família, respeito ao direito natural e promoção de uma paz fundada na justiça. Em contexto de polarizações internas e crise do multilateralismo, o pontificado leonino configura-se como um projeto de unidade cristológica, eclesial e global ainda em desenvolvimento e consolidação.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2040 A escolha e a nomeação dos bispos 2026-03-25T10:08:48-03:00 Tiago Cosmo da Silva Dias pe.tiagocosmo@gmail.com <p>O artigo objetiva analisar criticamente o atual modelo de escolha e nomeação dos bispos, atividade chefiada de modo sigiloso pelas Nunciaturas Apostólicas. O argumento é que é necessária uma maior participação das comunidades nesse processo, visto que a configuração de hoje tende a não criar o pastor com cheiro de ovelhas, mas tão somente um burocrata, que foi designado pelo Papa para administrar uma porção da Igreja. Não vinculando concretamente o bispo à sua igreja local, prejudica-se diretamente o que se quer viver hoje: a sinodalidade. Em perspectiva histórico-pastoral, o texto recupera alguns textos bíblicos e percorre autores da patrística para mostrar que outros modelos são possíveis, com maior participação e engajamento de todas e todos, desde que haja ousadia e coragem evangélica sobretudo por parte da alta hierarquia eclesiástica.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2041 O corpo ferido, o silêncio e a tragédia 2026-04-16T10:38:50-03:00 Clélia Peretti cpkperetti@gmail.com Bruno Herique Campos brunohc1191@gmail.com <p>O presente estudo analisa a figura de Ophelia, da tragédia <em>Hamlet</em> de William Shakespeare, em diálogo com a canção contemporânea <em>“The Fate of Ophelia”</em>, propondo uma leitura interdisciplinar que articula literatura, música e teologia a partir da noção de corpo ferido. Partindo de uma abordagem qualitativa de caráter hermenêutico-performativo, a pesquisa compreende a performance vocal como prática teológica encarnada, na qual voz, silêncio e vulnerabilidade produzem sentido a partir da experiência vivida. Ophelia é interpretada não como heroína trágica tradicional, mas como símbolo de subjetividades silenciadas e de corpos dissidentes que não encontram reconhecimento nem resolução narrativa. O referencial teórico mobiliza contribuições da teologia contemporânea para sustentar que a reflexão sobre Deus deve partir da experiência concreta do sofrimento, recusando explicações redentoras que neutralizem a dor. Nesse horizonte, a personagem encarna a <em>memoria passionis</em>, isto é, a memória das vítimas cuja dor permanece sem reparação, funcionando como denúncia das estruturas que normalizam o sofrimento. Paralelamente, a fenomenologia de Edith Stein fundamenta a compreensão do corpo como unidade de dimensão física, psíquica e espiritual, enfatizando a empatia como reconhecimento da alteridade irreduzível do outro e como condição para o exercício da liberdade pessoal. Conclui-se que a releitura contemporânea de Ophelia evidencia o corpo vulnerável como <em>locus</em> privilegiado de reflexão teológica e crítica social, mostrando que a arte pode operar como espaço de memória, resistência e produção de sentido diante da violência e do silêncio histórico.</p> <p>&nbsp;</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2042 Releituras teológicas contemporâneas do pecado original 2026-04-07T17:16:28-03:00 Renato Alves de Oliveira praobh@yahoo.com.br <p>Este artigo tem o objetivo de apresentar propostas de releituras teológicas contemporâneas sobre o pecado original. Trata-se de uma doutrina que conquistou um caráter sistemático com Agostinho e que influenciou a teologia ocidental e o magistério da Igreja Católica. O percurso metodológico é histórico-evolutivo. Primeiramente, parte-se da fundamentação bíblica, mostrando que o texto no qual se apoia a doutrina é Rm 5,12. Em seguida, o pecado original é apresentado de modo evolutivo no curso da tradição cristã, passando por Agostinho, teologia medieval, concílio de Trento e a relação entre monogenismo e pecado original, segundo a encíclica <em>Humani generis</em> do Papa Pio XII. Diante de uma postura historicista do relato das origens, de uma visão fisicista da transmissão, de uma rejeição da conexão pecado-morte e de uma percepção cosmológica primitiva da visão clássica do pecado original, surgem algumas propostas de releituras teológicas na segunda metade do século XX em chave evolutiva, social, feminista, pessoal e mundana. As releituras mostram uma insatisfação com a visão clássica e propõem reinterpretações com o objetivo de conservar a doutrina, porém purificando-a de seu caráter mitológico.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2073 Apresentação 2026-07-18T22:39:05-03:00 Kelvin Borges Konz kelvin@facasc.edu.br 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2029 Catequese de Iniciação à Vida Cristã com adultos no Regional Sul 4 da CNBB 2026-01-29T14:59:06-03:00 Paulo Stippe Schmitt paulostippe@gmail.com <div> <p><span lang="PT-BR">O artigo socializa os resultados de uma pesquisa de campo realizada durante 2024, parte da tese doutoral do autor na área de Catequética, pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma. Apresenta-se a análise de entrevistas às coordenações diocesanas de catequese e catequistas de adultos e questionários aplicados aos adultos catecúmenos e catequizandos de Santa Catarina. O pano de fundo é a qualificação dos itinerários catequéticos no Regional. As entrevistas e questionários permitem obter, com dados originais e concretos, uma visão da situação atual da catequese com adultos na região. Os dados revelam a consolidação de uma maior duração do processo catequético com adultos e a importância de ter manuais que orientem o processo catequético. Por outro lado, deveria crescer a participação de toda a comunidade no processo iniciático e a formação específica dos catequistas que acompanham os adultos.</span></p> </div> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2002 Patrologia didática 2026-01-20T15:01:54-03:00 Eliseu Wisniewski eliseu.vicentino@gmail.com <p>IBÁÑEZ, José Albeto Hernández. <em>Patrologia didática</em>. São Paulo: Paulus, 2025, 288 p. ISBN 9788534958097</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2016 Cura-te a ti mesmo 2025-12-17T19:33:58-03:00 Eliseu Wisniewski eliseu.vicentino@gmail.com <p>PEREIRA, José Carlos. Cura-te a ti mesmo: enfermidades e cuidados de saúde do clero. São Paulo: Paulus, 2025, 376 p. ISBN 9788534958370.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2023 O Ritual da Iniciação Cristã de Adultos 2026-01-17T21:31:34-03:00 Eliseu Wisniewski eliseu.vicentino@gmail.com <p>QUEZINI, Renato. <em>O Ritual da Iniciação Cristã de Adultos: inspiração de itinerários para o crescimento na fé</em>. São Paulo: Paulus, 2025. ISBN 9788534958639. (Coleção Biblioteca da catequista).</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2015 Fraternidade como horizonte e caminho para a superação da violência no Magistério do Papa Francisco 2026-02-24T10:55:33-03:00 Rodrigo da Silva rodrigoimarui@hotmail.com <p>O artigo analisa a fraternidade como horizonte e caminho para a superação da violência no magistério do Papa Francisco. A partir das encíclicas <em>Laudato Si’</em> e <em>Fratelli Tutti</em> e da exortação apostólica <em>Evangelii Gaudium</em>, demonstra-se que a fraternidade não se limita a um ideal ético ou social, mas constitui um processo espiritual, teológico e existencial que envolve toda a criação, interpela as religiões e compromete a missão da Igreja. A fraternidade criatural, fundamentada na ecologia integral, denuncia a devastação da Casa Comum e convoca a uma conversão do olhar e do estilo de vida. A fraternidade entre as religiões apresenta o diálogo, a escuta e a misericórdia como caminhos para a superação do fundamentalismo e da intolerância. À Igreja cabe testemunhar essa fraternidade como sinal e instrumento do Reino de Deus, por meio da sinodalidade, da missionariedade e da opção evangélica pelos pobres. Conclui-se que, para Francisco, a fraternidade constituiu um novo paradigma de convivência, capaz de transformar as relações humanas e sociais e de antecipar, na história, o Reino anunciado por Jesus Cristo.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Papa Francisco; fraternidade; ecologia integral; cultura do encontro; sinodalidade.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1996 Inteligência Artificial numa perspectiva ética e crítica 2025-11-07T15:37:00-03:00 Nilo Agostini nilo.agostini@gmail.com <p>O desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA) tem despertado a atenção da Igreja Católica, que acompanha com interesse a evolução da ciência e das tecnologias correlatas. Em diálogo com os diversos saberes, a Igreja se dispõe a contribuir para esse debate, tendo sempre em vista a dignidade da pessoa humana e o desenvolvimento integral da sociedade. Tal compromisso exige ênfase na dimensão ética do ser humano e na gestão responsável da IA. Diante dos riscos concretos que emergem de seu uso, torna-se necessário desenvolver uma consciência crítica, especialmente no que diz respeito à ética aplicada aos algoritmos. Nesse contexto, destacam-se também as fake news, fenômeno característico de nosso tempo e intimamente ligado às tecnologias digitais, inclusive à própria Inteligência Artificial.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2049 Catequese inclusiva de crianças com Transtorno do Espectro Autista 2026-05-15T17:53:49-03:00 Daniel Silva bernardo200697@gmail.com Felipe dos Santos Sampaio 2023010451@unicatolicaquixada.edu.br Stânia Nágila Carneiro stanianagila@unicatolicaquixada.edu.br <p>O presente artigo analisa a catequese inclusiva de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) à luz das orientações do Diretório para a Catequese e de outros documentos do Magistério da Igreja. Partindo da compreensão da dignidade da pessoa humana como fundamento da missão evangelizadora, o estudo reflete sobre o direito das pessoas com deficiência à participação na vida eclesial e no processo de iniciação cristã. A pesquisa possui abordagem qualitativa, fundamentada em análise bibliográfica e documental, dialogando com produções acadêmicas nas áreas da teologia pastoral, catequese e educação inclusiva. Inicialmente, discute-se a dignidade da criança com deficiência no contexto da missão da Igreja e a contribuição do Diretório para a Catequese para a promoção de uma evangelização inclusiva. Em seguida, analisa-se a relação entre catequese inclusiva e eclesiologia de comunhão, evidenciando desafios pastorais presentes na evangelização de crianças com TEA. Por fim, o estudo apresenta possibilidades e caminhos pastorais voltados à formação de catequistas, ao diálogo com as famílias e à adaptação de práticas catequéticas inspiradas na educação inclusiva. Conclui-se que a catequese inclusiva não constitui apenas uma adaptação metodológica, mas expressão concreta da missão evangelizadora da Igreja, chamada a anunciar o Evangelho a todos e a reconhecer a dignidade de cada pessoa como filho e filha de Deus.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2039 Precariedade humana, opção pelos frágeis e amor salvador 2026-04-16T11:40:40-03:00 Antonio de Lisboa Lustosa Lopes allopes@pucsp.br <p>Este artigo investiga a relação entre precariedade humana, opção pelos frágeis e amor salvador, articulando filosofia contemporânea e teologia cristã. Parte-se da compreensão da precariedade como condição ontológica e relacional da existência, conforme desenvolvida por Judith Butler em <em>Quadros de Guerra</em>, evidenciando que, embora universal, a vulnerabilidade é distribuída de maneira desigual, produzindo vidas invisibilizadas e não reconhecidas. Em diálogo com a teologia latino-americana de Jon Sobrino, especialmente em <em>Fora dos Pobres Não há Salvação</em>, sustenta-se que a centralidade dos pobres e das vítimas constitui critério hermenêutico indispensável para compreender a salvação cristã. A cristologia da encarnação ferida, aprofundada por Antonio Spadaro, revela um Deus que assume a precariedade na própria carne, cujas chagas permanecem como memória do sofrimento injusto. Por fim, à luz da reflexão de Raniero Cantalamessa em <em>Eros e Ágape</em>, argumenta-se que o amor, enquanto Ágape que eleva o Eros, constitui a forma histórica da salvação, transfigurando a vulnerabilidade em comunhão e justiça. Conclui-se que a salvação cristã não elimina a precariedade, mas a transforma pelo reconhecimento e pelo amor, configurando uma teologia na qual fragilidade e comunhão se tornam dimensões constitutivas do humano e do divino.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2052 Empatia e diálogo intercultural 2026-05-14T11:44:35-03:00 Rafael Henrique da Costa pe.rafael.mps1@gmail.com <p style="margin: 0cm; text-align: justify;">Este artigo analisa a empatia como categoria central para o enfrentamento da indiferença e para a promoção do diálogo intercultural na sociedade contemporânea, a partir da fenomenologia desenvolvida por Edith Stein. Em um contexto marcado pela globalização acelerada, pela convivência entre múltiplas culturas, religiões e identidades e, simultaneamente, pelo aumento da fragmentação social, a indiferença emerge como um dos principais obstáculos ao reconhecimento da alteridade e à construção de vínculos comunitários significativos. O estudo sustenta que a empatia, longe de ser reduzida a uma mera simpatia afetiva, constitui uma vivência intencional e relacional que possibilita ao sujeito acolher o outro em sua singularidade, sem anulá-lo nem assimilá-lo às próprias categorias de compreensão. Com base no método fenomenológico, o artigo evidencia que a empatia opera como via de acesso à alteridade e como processo formativo da pessoa, integrando as dimensões psíquica, intelectual e espiritual da existência humana. A partir das contribuições de Stein, demonstra-se que o reconhecimento do outro favorece não apenas a compreensão intercultural, mas também o autoconhecimento e a responsabilidade ética, ao revelar a interdependência constitutiva entre identidade pessoal e relação. Nesse sentido, a empatia funda uma ética relacional capaz de sustentar práticas educativas, sociais e religiosas orientadas ao diálogo e à convivência plural. O texto discute ainda as implicações da empatia para o diálogo intercultural e inter-religioso, destacando seu papel na superação de preconceitos, na leitura das expressões culturais e religiosas e na construção de uma humanidade compartilhada. Por fim, argumenta-se que a empatia, enquanto prática cotidiana e horizonte ético, oferece critérios para enfrentar a indiferença contemporânea e para promover comunidades mais justas, solidárias e abertas à diversidade, contribuindo de modo significativo para o debate filosófico, educativo e social atual.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/2055 Temas teológico-pastorais para a Iniciação Cristã suscitados pela análise catequética de Lc 24,13-35 2026-05-15T17:57:52-03:00 Antonio Eduardo Pereira Pontes Oliveira antonioep91039433@gmail.com <p>O artigo desenvolve uma análise teológico-pastoral da perícope lucana do encontro de Jesus Ressuscitado com os discípulos a caminho de Emaús (Lc 24,13-35), tomando-a como paradigma hermenêutico para processos contemporâneos de iniciação à vida cristã inspirados no catecumenato antigo. A partir da análise narrativa do texto bíblico, o estudo investiga os principais temas catequéticos e pastorais emergentes da dinâmica narrativa do encontro entre Jesus ressuscitado e os discípulos peregrinos. Entre os eixos temáticos identificados destacam-se a iniciativa de Cristo, a escuta das experiências humanas, a pedagogia da liberdade, a hospitalidade, a centralidade da fração do pão, a transformação interior, a esperança cristã, a formação do discipulado missionário e a pedagogia da ausência do Ressuscitado. Além disso, a narrativa é apresentada como um itinerário progressivo de transformação da consciência dos discípulos, conduzindo-os da incompreensão e da desesperança ao reconhecimento do Ressuscitado e ao retorno missionário à comunidade. A experiência pascal é mediada pela interpretação das Escrituras e pela Eucaristia, configurando um processo mistagógico de amadurecimento da fé. Em diálogo com a teologia pastoral contemporânea e com o magistério recente da Igreja, especialmente o Documento de Aparecida, <em>Evangelii Gaudium</em> e <em>Desiderio Desideravi</em>, o estudo evidencia a atualidade pastoral da perícope lucana para a renovação missionária-evangelizadora da Igreja e para a estruturação de itinerários catequéticos centrados na experiência do encontro com Cristo.</p> 2026-07-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026