Revista Encontros Teológicos https://facasc.emnuvens.com.br/ret <div class="additional_content"> <p>A revista ENCONTROS TEOLÓGICOS é um periódico quadrimestral da Faculdade Católica de Santa Catarina (FACASC), instituição de ensino superior que tem como mantenedora a Fundação Dom Jaime de Barros Câmara (FDJBC), de direito privado. A revista Encontros Teológicos foi fundada pelo Instituto Teológico de Santa Catarina (ITESC) em 1986 e assumida pela FACASC em 2012. É dirigida a pesquisadores, professores universitários, estudantes nas áreas de Teologia, das Ciências da Religião e das Ciências Humanas e Sociais em geral, bem como a agentes de pastoral das igrejas, a fim de ser espaço que favoreça a pesquisa e o conhecimento. Na mais recente Avaliação Quadrienal da CAPES (2017-2020), a Encontros Teológicos obteve o Qualis A3.</p> <p><strong>Missão:</strong> Divulgar o conhecimento teológico. Apresentar resultados de pesquisas na área da teologia e das ciências afins. Abordar temas relevantes da reflexão teológica atual. Favorecer a formação religiosa, social e humana. Incentivar a troca de informações sobre temas teológicos, pastorais e sociais, com abertura ao diálogo ecumênico e inter-religioso. Ser um instrumento de serviço ao esclarecimento da fé cristã frente aos problemas do mundo atual. Oferecer subsídios para fundamentar a fé e a esperança cristãs.</p> </div> FACASC pt-BR Revista Encontros Teológicos 1415-4471 Como Deus se revela? https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1842 <p>O artigo apresenta um ensaio sobre o tema da Revelação. Sabe-se que o Cristianismo é uma religião de Revelação, mas como este Deus se revela? Uma resposta a esta pergunta será dada a partir de três pontos. Primeiramente, a Revelação como autocomunicação de Deus, na perspectiva da teologia de Karl Rahner. Em seguida, o Deus Trino que se revela no homem Jesus e, por fim, as situações de humanidade revelam a Deus. Assim, procura-se neste artigo fundamentar a intrínseca relação entre Revelação e humanidade e quais suas implicações, distinções e condições para que tais conceitos não sejam justapostos, mas indicadores de uma mesma realidade, o Mistério de salvação. Assim, o objetivo principal deste artigo é analisar como se dá o processo da Revelação de Deus. Para alcançar esse objetivo, foi feita uma investigação bibliográfica com uma abordagem hermenêutica que procura explicitar a questão com base em referenciais teóricos já publicados sobre a questão.</p> Anderson Costa Pereira Copyright (c) 2024 2024-05-09 2024-05-09 39 1 10.46525/ret.v39i1.1842 Sinodalidade https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1854 <p>O artigo situa-se na ocasião do desenvolvimento do Sínodo sobre a sinodalidade, propondo a contribuição ampla da teologia e da pastoral. A atuação pastoral procurando ser missionária e próxima da vida das pessoas, com o diálogo construtor de pontes ad intra e ad extra. O objetivo do artigo é destacar que a construção da sinodalidade na Igreja faz parte da proposta do Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, possibilitando o avanço dos fundamentos da eclesiogênese “em saída”. O seu modus operandi verifica o caminho necessário a ser trilhado e os obstáculos a superar. O estudo e reflexão teológica com os pés calcados na vida das pessoas das comunidades se torna uma contribuição valiosa para a Igreja “em saída” colaborar missionariamente com as demandas dos sinais dos tempos. Considera-se a necessidade para a Igreja-Comunidade em nossos tempos primeirear1, ou seja, tomar a iniciativa de colocar-se “em saída”. A missão da Igreja desenvolve-se melhor em comunidades abertas ao diálogo e ao serviço no mundo, em linha de sinodalidade. É necessário sair da pastoral de conservação que adoece a Igreja e impede a renovação transformadora das suas estruturas. Conclui-se que na pastoral da Igreja deve sobressair o caráter sinodal, valorizado pelo Papa Francisco e traduzido nas orientações e práticas pastorais.</p> André Luiz Bordignon-Meira Copyright (c) 2024 2024-05-09 2024-05-09 39 1 10.46525/ret.v39i1.1854 Sinodalidade e Eucaristia https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1862 <p>O ponto de partida da análise aqui proposta é o final do século IV, com a eclesiologia que pensa a Igreja como o sacramento da salvação, que repousa na antropologia negativa dominada pelo pecado proposta por Agostinho em reação a Pelágio. Como sacramento, a Igreja de Cristo fornecia os meios pelos quais a providência e a graça de Deus tocariam as pessoas na história em vista de sua salvação que, por sua vez, tornou-se dependente da pertença eclesial, o que significa que, onde a Igreja não estivesse presente como mediadora, faltaria a salvação. Liga-se a isso tudo a mudança de sentido na relação Cristo-Igreja, Eucaristia-Igreja: na Patrística, a Igreja é o <em>corpus verum</em> (o verdadeiro corpo) de Cristo; a Eucaristia, o <em>corpus mysticum</em> (o corpo em mistério, em sacramento). Na Idade Média as expressões se invertem, graças às muitas disputas sobre a presença real na Eucaristia, que repercute sobre o ministério ordenado: continua existindo uma relação profunda entre o ministério e o <em>corpus verum</em>, que agora não é mais a comunidade eclesial, mas a Eucaristia. Essa mudança coopera para o crescimento de uma compreensão de uma dignidade “superior do clero”, uma vez que é o ministro ordenado o que “traz” Jesus às hóstias consagradas, ao povo restou a indignidade. O resultado dessa tendência foi a diminuição da participação na ceia eucarística, o que fez perder, vagarosamente, o senso de responsabilidade pela comunidade e, naturalmente, comprometeu a vivência sinodal, cujo ápice, sem dúvida, chega aos dias de hoje, com a convocação de um sínodo sobre a sinodalidade. Assim, pois, em perspectiva bibliográfica, o artigo se propõe a destacar a dimensão intrínseca e lógica que há entre Eucaristia e sinodalidade.</p> Tiago Cosmo da Silva Dias Copyright (c) 2024 2024-05-09 2024-05-09 39 1 10.46525/ret.v39i1.1862 A missão presbiteral à luz da proximidade e da misericórdia https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1835 <p>Este estudo tem como objetivo geral analisar a inter-relação entre missão, proximidade, misericórdia e sinodalidade na definição da identidade presbiteral e na atuação da Igreja no mundo atual. A pesquisa foi realizada através de uma revisão bibliográfica, que incluiu obras acadêmicas, documentos eclesiásticos e pronunciamentos do Papa Francisco relacionados ao tema. A análise qualitativa dos dados permitiu uma compreensão aprofundada das interações entre os elementos estudados. Os resultados indicam que a missão presbiteral está intrinsecamente ligada à proximidade com Deus e com o próximo, sendo fundamentada na misericórdia e na sinodalidade. A pesquisa destaca a importância da liderança episcopal na orientação espiritual da comunidade, bem como a necessidade de uma colaboração fraterna entre os presbíteros. Além disso, ressalta-se o papel do Povo de Deus como protagonista da missão da Igreja, enriquecendo-a com sua diversidade e participação ativa. Conclui-se que a compreensão da identidade presbiteral e da prática pastoral da Igreja requer uma abordagem holística, que considere a inter-relação entre missão, proximidade, misericórdia e sinodalidade. Aproximar-se de Deus, servir ao próximo com amor e colaborar fraternalmente são elementos essenciais para uma vivência autêntica do ministério presbiteral e para a construção de uma Igreja mais inclusiva e comprometida com os desafios contemporâneos.</p> Carlos Viana Eanes Roberto de Lima Copyright (c) 2024 2024-05-09 2024-05-09 39 1 10.46525/ret.v39i1.1835 É para a liberdade que Cristo nos libertou https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1839 <p>O presente artigo objetiva refletir o tema da liberdade cristã no pensamento do teólogo José Comblin, a partir da teologia paulina. Em um primeiro momento, analisar-se-á o tema da liberdade humana em perspectiva antropológica com suas duas diferenciações: eletiva e entitativa, bem como seu conteúdo teologal. Em seguida a pesquisa versa sobre o aspecto bíblico da liberdade, partindo do Antigo Testamento, no qual o evento do Êxodo é entendido como ação fundante de Deus em favor da liberdade humana; depois, passaremos para o Novo Testamento, no qual os evangelhos apresentam Jesus que, com sua práxis, identifica-se como homem&nbsp; livre e libertador. Posto isto, será analisado o tema da liberdade nos escritos paulinos, &nbsp;tendo como referência o pensamento de Comblin.</p> <p>&nbsp;</p> Robert Landgraf Copyright (c) 2024 2024-05-09 2024-05-09 39 1 10.46525/ret.v39i1.1839 “Dele vem minha esperança” https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1849 <p>O presente estudo se propõe a traduzir e interpretar o Salmo 62, texto composto em hebraico no decorrer do primeiro milênio antes de Cristo. Em especial, procura-se por uma compreensão mais exata do que o salmista afirma no versículo 6 de sua oração poética: “Ó minha alma, acalma-te somente em relação a Deus, porque dele vem minha esperança!”. Existe, sobretudo, o interesse de descobrir a reflexão teológica que acompanha o vocábulo “esperança”, palavra-chave para a espiritualidade judaico-cristã. Afinal, todo ser humano se encontra necessitado de esperança. Isto é, ser esperançoso é algo constitutivo da existência humana. No entanto, embora a questão da esperança em si una as pessoas, as respostas não o fazem. Nesse sentido, observa-se que, comumente, se cultivam esperanças marcadas por interesses particulares e até agressões nada respeitosas à sobrevivência digna de todos. Por isso, é de suma importância estabelecer um diálogo qualificado sobre quem e/ou o que merece tornar-se alvo de esperanças a serem cultivadas pelo ser humano. O Salmo 62 traz uma, isto é, a sua proposta. Respeitando a relativa autonomia desse poema antigo, sua linguagem artística e seu contexto literário-histórico, a investigação a seguir procura, portanto, pela esperança de quem aqui reza. Aliás, justamente a oração, momento em que o ser humano se abre ao diálogo com Deus, parece ser um espaço privilegiado para, criticamente, rever o que é digno de tornar-se esperança.</p> Matthias Grenzer Cleodon Amaral de Lima Robert Barbosa Cardoso Copyright (c) 2024 2024-05-09 2024-05-09 39 1 10.46525/ret.v39i1.1849 No limiar da esperança! https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1864 <p>O poema lírico presente no Salmo 130 faz parte da família dos Salmos Penitenciais e possui uma estrutura de prece individual. Com apenas 52 palavras em seu texto original e 08 versículos, após ser traduzido para o português, encaixa-se bem no esquema dos Salmos cuja temática remete ao Templo em Jerusalém. O Salmo 130 faz parte da coleção de Salmos conhecidos como “Cânticos das Subidas”, também chamados de “Cânticos de Peregrinação”. A Igreja Católica ao preparar-se para viver o seu Jubileu também é convidada a fazer essa experiência, a saber: voltar às escrituras. Lê-las e compreendê-las supõe uma viagem longa e sentida. Mas é a única possibilidade de voltar a ser discípula.</p> JOSÉ ANCELMO SANTOS DANTAS Copyright (c) 2024 2024-05-09 2024-05-09 39 1 10.46525/ret.v39i1.1864 O apedrejamento de Acã https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1858 <p>Este artigo pretende, a partir da perspectiva dos estudos do antropólogo, teólogo e historiador René Girard (1923-2015), realizar uma leitura de análise na perícope bíblica encontrada no Livro de Josué 7,1-26. Dois pontos serão trabalhados no decorrer deste artigo: 1) Inicialmente o conceito de mito para René Girard, o qual conteria uma estrutura própria de narrativa que respeita a sequência: a) caos/crise, b) rivalidades miméticas e c) a seleção de um bode expiatório. 2) A interpretação de que o mito possui tal estrutura justamente por denunciar que: a) as violências são reais, b) a crise é real, c) as vítimas são escolhidas obedecendo ao critério de marcas vitimárias, e, finalmente, d) o sentido da operação é o de eliminação do bode expiatório. Ambas abordagens serão aplicadas à perícope bíblica que narra a história da lapidação de Acã, o personagem que é vítima do fenômeno persecutório, tornando a teoria girardiana a intérprete deste texto. Por consequência, o objetivo do presente artigo é refletir as relações possíveis entre a perícope veterotestamentária com a teoria do bode expiatório de René Girard, assim como prover uma forma de interpretação que toca os métodos da hermenêutica e exegese bíblicas, provendo novas formas de análise e reflexão do texto bíblico.</p> Vinicius Santana Copyright (c) 2024 2024-05-09 2024-05-09 39 1 10.46525/ret.v39i1.1858 O Eu, o Outro e o Transcendente em 1Pedro https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1818 <p>Este ensaio parte da premissa de que, como ente no mundo, o ser humano se relaciona com a realidade em três níveis de reconhecimento: a subjetividade, a alteridade e a transcendentalidade. Com base nesse postulado, procura-se refletir nessas três dimensões humanas a partir da Primeira Epístola de Pedro, documento bíblico que, dirigido a uma comunidade de crentes sofredora do primeiro século, demonstra profunda sensibilidade a questões existenciais que se referem à relação do ser humano consigo mesmo, com o outro e com o Transcendente. Por fim, conclui-se que a singularidade humana só é plena à medida que imerge na pluralidade do reconhecimento de outros entes e em sua ligação com Deus.</p> Eduardo Rueda Neto Copyright (c) 2024 2024-05-09 2024-05-09 39 1 10.46525/ret.v39i1.1818 O perfil dos bispos em Santa Catarina (1908-2023) https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1844 <p class="p1"><span class="s1">O artigo investiga as origens sociais e as carreiras eclesiásticas dos bispos em Santa Catarina. A pesquisa abrange todos os prelados que já atuaram ou ainda estão no exercício de seu ministério desde a criação da primeira diocese neste Estado (em 1908). Na primeira parte realiza-se uma revisão sistemática dos estudos existentes sobre o episcopado brasileiro e catarinense nas disciplinas da História e da Sociologia. A seguir apresenta-se uma contextualização do perfil desse episcopado nos ciclos históricos de (1) Institucionalização, (2) Modernização e (3) Re-estabilização eclesial da Igreja Católica em Santa Catarina. Na terceira parte analisam-se os dados referentes às origens sociais e às carreiras eclesiásticas dos bispos do Estado. Conclui-se que embora a elite do clero em Santa Catarina continue a ser recrutada entre os estratos mais populares da região Sul, seu perfil eclesiástico foi sendo transformado pelos ciclos históricos vividos pela Igreja Católica no Brasil.</span></p> Carlos Eduardo Eduardo Sell Copyright (c) 2024 2024-05-09 2024-05-09 39 1 10.46525/ret.v39i1.1844 Inteligência artificial e evangelização https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1859 <p>Em um mundo digitalizado, as práticas pastorais enfrentam novos desafios e oportunidades. O diálogo entre teologia e cultura digital é necessário, especialmente quando consideramos a introdução de ferramentas inovadoras como a Inteligência Artificial (IA) na comunicação da fé. Este estudo comparativo entre as plataformas de Inteligência artificial gerativa <em>ChatGPT4</em>, <em>Gemini</em> e <em>Magisterium</em>, examina as contribuições e limites destes recursos para o processo de compartilhamento dos dados da fé. O estudo presta especial atenção em <em>Magisterium.AI</em>, uma plataforma de IA projetada para apoiar o ensino e a compreensão da doutrina católica, refletindo sobre as possibilidades de sua integração nas práticas de evangelização e catequese da Igreja. Historicamente, a transmissão da fé tem sido ancorada na pregação oral e escrita, uma tradição rica que se adapta agora à era digital. A pandemia da Covid-19 acelerou a digitalização das interações sociais, incluindo a prática religiosa, destacando a importância de encontrar novas formas de compartilhamento da fé. Nesse contexto, <em>Magisterium.AI</em> surge como uma ferramenta potencialmente transformadora, oferecendo um novo meio para explorar e compreender a fé em um formato acessível e interativo. Estas IAs gerativas como Magisterium.AI podem facilitar o acesso aos ensinamentos da Igreja através de uma interface amigável que pode alcançar fiéis em todo o mundo. Ao mesmo tempo, levanta questões importantes sobre como manter a autenticidade dos dados da fé em meio à sua transmissão por meios tecnológicos. A colaboração entre fé e tecnologia, portanto, não apenas é possível como também necessária, para que a Igreja continue a fomentar um diálogo frutífero entre a tradição e a inovação.</p> Aline Amaro Amaro da Silva Vinicius Rangel Faustino Copyright (c) 2024 2024-05-09 2024-05-09 39 1 10.46525/ret.v39i1.1859 O Alpha e o Ômega https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1853 <p>O surgimento e o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) têm suscitado diversos temores, dentre os quais o mais significativo é a possibilidade de as máquinas tornarem-se superinteligentes, autoconscientes e autônomas, de modo que elas próprias construam novas máquinas ainda mais complexas e, assim como o monstro do Dr. Frankenstein, se rebelem contra o seu criador. O presente trabalho tem por objetivo demonstrar que o ser humano com suas <br />faculdades cognitivas não é um mero fruto aleatório de mutações não guiadas que, a esmo, geraram o nível necessário de complexidade química para a geração de consciência. Antes, buscará se mostrar como todo o universo, bem como suas características peculiares, a posição e forma da Via Láctea, a posição do Sistema Solar bem como o surgimento e desenvolvimento da vida apontam para a ação direta de um criador imaterial e atemporal. Sendo assim, a inteligência tem por fonte o próprio Deus, a verdadeira superinteligência por detrás da inteligibilidade do cosmo e, portanto, o ser humano jamais será capaz de legar tal capacidade cognitiva às máquinas criadas pelas suas mãos.</p> Djesniel Stheieny Krause Copyright (c) 2024 2024-05-09 2024-05-09 39 1 10.46525/ret.v39i1.1853 Infopastoral: uma pastoral profética e missionária na era digital https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1865 <p>Este estudo aborda os desafios enfrentados pela Igreja Católica, e por todos os cristãos enquanto batizados e membros do Povo de Deus, diante da crescente influência das tecnologias de comunicação e informação na sociedade contemporânea. Diante do interesse cada vez maior na compreensão dos impactos do uso excessivo das mídias digitais no ser humano, bem como dos questionamentos sobre a adequação da ação pastoral nesse contexto vital, o artigo investiga os desafios, possibilidades e posicionamentos da Igreja na esfera digital. Uma proposta inovadora é apresentada: a Infopastoral, uma abordagem que busca responder às demandas contemporâneas de forma eficaz e relevante. Este estudo é significativo porque contribui para uma compreensão mais aprofundada do papel profético que os cristãos precisam desempenhar na sociedade contemporânea, sendo "sal e luz" no mundo, atuando como profetas e promotores de uma sociedade onde os valores do Evangelho prevaleçam sobre os interesses mercadológicos. Optou-se pela metodologia "ver, julgar e agir" pela necessidade de se produzir uma análise pastoral contextualizada. A escuta e exame dos "sinais dos tempos", conforme proposto pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, são fundamentais para esta reflexão, destacando a necessidade de compreender a realidade histórica em que se vive como ponto de partida essencial para uma boa prática pastoral.</p> Andréia Durval Gripp Souza Copyright (c) 2024 2024-05-09 2024-05-09 39 1 10.46525/ret.v39i1.1865 Desafios e oportunidades da evangelização nas plataformas digitais https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/view/1856 <p>O fenômeno da <em>internet</em> está mais presente nos processos de evangelização. O Dicastério para a Comunicação orienta o uso e aplicação das plataformas digitais por meio de dois documentos significativos: “Igreja e Internet” e “Ética na Internet”. O presente artigo destaca que a privação das plataformas <em>online</em> não é o caminho mais adequado; ao contrário, é nesse ambiente que devem atuar aqueles que dão verdadeiro testemunho da vida em Jesus Cristo. Seu objetivo é colaborar para a formação contextualizada e crítica dos agentes de evangelização para uma postura positiva em relação à <em>internet</em> na evangelização. De cunho bibliográfico-documental, o artigo segue por três sessões, destacando a necessidade de captar e manter a atenção dos interlocutores no ambiente virtual; os desafios e as oportunidades presentes na internet e a reflexão feita pela Igreja em relação às plataformas digitais. Destaca-se, da conclusão, que a <em>internet </em>é um poderoso meio de comunicação e interação social, influenciando opiniões e comportamentos, possibilitando a inspiração da conversão no cumprimento da missão evangelizadora e não poder ser ignorado.</p> Ariél Philippi Machado Luis Gustavo Conde Copyright (c) 2024 2024-05-09 2024-05-09 39 1 10.46525/ret.v39i1.1856